sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dias e noites de amor e de guerra na Venezuela

Para que o imperialismo estadunidense quer tirar Maduro do governo da Venezuela?
Para colocar em seu lugar um governo fantoche (tipo Bolsonaro) visando controlar o petróleo venezuelano.
E o que os EUA querem fazer com o petróleo venezuelano? Criar uma superprodução artificial para baixar o preço, quebrando Rússia e China, suas principais preocupações. O povo venezuelano não passaria de um fantoche útil em nome da autocracia do dólar. Isto é, precisamente, o "livre mercado" defendido pela direita e pelos canalhas analfabetos do MBL.
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E o que dizer do papelão do presidente do Chile, Sebastián Piñera? Não reconhece o governo da Venezuela, mas reconhece o governo Bolsonaro, eleito por fake news, defensor da tortura, da ditadura militar, da submissão aos EUA, da ingerência militar em outros países.
¡¡¡Verguenza!!!

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Como parte da guerra de informação, hoje a Folha de S. Paulo usou imagens das manifestações dos chaviztas na Venezuela como se fossem dos opositores.
O mínimo que poderíamos dizer disso é que se trata de uma brutal manipulação da informação em nome dos seus interesses econômicos e políticos.
São os mesmos que gritam que "na Venezuela não há liberdade de imprensa"!
E o que fazer com um grande jornal como esse que desinforma desse jeito? O mínimo é expropriá-lo sem indenização e cadeia para os seus editores-chefes e acionistas.

Na teoria é muito bonito, mas na prática...

Como os eleitores do Bolsonaro vendiam que as coisas iam se desenrolar: a economia crescendo, se diversificando, se fortalecendo; empreendedorismo a 1000 por hora e as privatizações fazendo milagres; o aumento e fortalecimento do mercado interno dando condições para que os pobres "aprendam a pescar" e "não ganhem peixes"; a corrupção sendo varrida de todos os cantos do país; os bandidos sendo presos e mortos; finalmente o capitalismo demonstrando todo o seu valor!
Como é o governo Bolsonaro na realidade: exportadores do agronegócio e o sistema financeiro comandando a economia e impedindo qualquer tipo de diversificação econômica e empreendedorismo; o Brasil mais periferia do mercado mundial do que nunca; venda parcial do país em Davos (porque nenhum governo pode governar se privatizar todo o seu patrimônio); pobreza e criminalidade piorando; a corrupção aumentando assustadoramente e os decretos do Mourão e do Moro proibindo "divulgações sigilosas"; os bandidos das milícias comandando as decisões políticas e escondendo seus crimes.

Hipóteses sinistras para o próximo período

O golpe militar de 64 não instaurou imediatamente uma ditadura. Foi jogando verde até, mais ou menos, 1968, quando os militares enfiaram goela abaixo o AI-5 (com os aplausos e o êxtase da classe média).
Está claro que o programa de governo de Bolsonaro é uma mentira, que apenas vai aprofundar a venda do país, a destruição do patrimônio público e, consequentemente, aumentar assombrosamente a riqueza de meia dúzia, a miséria da maioria e manter as esmolas da classe média em nome do abandono de qualquer "projeto de país".
A panela de pressão começou a chiar! Ninguém pode suportar tamanhas contradições. Começará, então, a ser aplicado, pouco-a-pouco, métodos ditatoriais, dos quais os decretos de Mourão dão uma pequena provinha. Parlamentares e pessoas comuns abandonarão o país. Seguirão assassinatos "misteriosos" (tipo Marielle), novos decretos e novas "justificativas".
Tudo isso é possível porque há um muro de contenção sustentado pela ignorância e o sadismo dos bolsonaristas. O patriotismo dessa gente é simples e degenerado: "Brasil: ame-o ou deixe-o"! Muitos se tornarão co-assassinos e inventarão desculpas "humanistas" para tudo isso. Lamentavelmente tenho muitos familiares e "amigos" dentre estes.
Até que este governo esteja no poder, sustentado por este "clima psicológico", todos os militantes socialistas são vítimas em potencial.

Sobre a renúncia do deputado federal do PSOL Jean Wyllys antes de assumir o mandato

I) O comentário do Bolsonaro é de um sociopata, doente; típico de quem entende e encarna a essência do capitalismo: "eu mando, já vai tarde".
II)  Dos bolsonaristas que comemoraram: são adoradores do capitalismo e do parlamentarismo europeu e norte-americano (que, no geral, jamais aceitariam que um parlamentar fosse assassinado ou se "exilasse" por medo de morrer). Tal como seu papai, Bolsonaro, não entendem nada sobre democracia burguesa e capitalismo, ainda que os defendam com unhas e dentes. Por isso são verdadeiros adoradores de um capitalismo periférico, de terceiro mundo, atrasado e eternos colonizados.
III) Ao Jean Wyllys e ao PSOL: "Quem teme lobos não vai à floresta" (Lenin).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Um ganancioso estúpido em Davos

1. 
O que Bolsonaro foi fazer no forum econômico de Davos, além de passar vergonha?
Oferecer o Brasil a preço de banana para os "investidores" internacionais (leia-se: saqueadores), defender privatizações, os absurdos compromissos com o sistema financeiro e preparar o terreno pra intervenção direta contra a Venezuela.
É assim que esses "patriotas" defendem o Brasil.

2.
Tristemente temos que constatar que não são apenas as instituições brasileiras que aceitam sociopatas apologistas da tortura nas cúpulas, mas o "livre" mercado e o Fórum "econômico" de Davos também.
Viva o "livre" comércio mundial!

3.
Fórum "econômico" de Davos 2019:
É pra debater economia, "livre" mercado e angariar apoio europeu pra intervenção militar na Venezuela?
Ou então não existe mais diferenças entre "economia", "livre" mercado e intervenção militar em outro país?

4.
Governo Bolsonaro trabalhando a todo vapor para "make America great again"! 
USA just say: thanks.

5.
O vice-presidente dos EUA já deu carta branca pra direita fascista da Venezuela criar um governo paralelo.
Mantemos as mais profundas divergências com o chavizmo e o "socialismo do século 21" do governo Maduro, mas defendo a total autonomia da Venezuela e do seu povo.
Fora imperialismo da Venezuela. Tirem suas garras do petróleo venezuelano. Fora imperialismo da América Latina: yankees go home!

Vallhala

Quando desafiamos a morte, lutamos com mais paixão; a cultura religiosa viking que o diga.
"O que não me mata, me fortalece".
(Nietzsche)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Corrupção do bem X corrupção do mal: o estranho caso da família Brasil

A família Brasil é composta por seu José, dona Maria, Ritinha e Joãozinho. Todos vivem do salário do pai, de cerca de R$1.100. Em razão dos empréstimos bancários, R$600 são consumidos pelos juros, sobrando apenas R$500. Há, ainda, um fato curioso: quanto mais seu José Brasil paga a "sua" dívida, mais ela aumenta, sem nenhuma contrapartida para a vida dos seus filhos e sem prazo pra conseguir quitar.
Seu José Brasil se condena por ter chegado a esse ponto, reclamando da "gastança da família", mas jamais questionou a idoneidade da cobrança bancária, tão justa, segundo ele, quanto os julgamentos do Rei Salomão. Seu José Brasil defende a privatização de tudo, pois só as leis do mercado podem resolver as bandalheiras do Estado e o seu "cabide de emprego". Seu José e dona Maria comemoraram a prisão de Lula, o "chefe da quadrilha", como o início da limpeza que Bolsonaro e Sérgio Moro iriam fazer.
O resto da "limpeza" não veio. Ao contrário. Novas mamatas surgem e, de quebra, os juros da sua dívida não param de aumentar: no próximo mês chegarão a R$650; e no outro, a R$700; enquanto o seu salário permanecerá exatamente o mesmo. Seu José despeja seu ódio contra os "políticos" (à exceção de Bolsonaro, que "não seria um político"), mas não vê nenhum problema no sistema financeiro, o centro de toda a corrupção. Reclama da roubalheira dos políticos (com destaque especial aos petistas), mas não reclama dos assaltos por mecanismos de mercado, tido por ele como natural e necessário.
Pelo quê Lula deveria ser condenado? Sem dúvida por sua relação escusa com o sistema financeira, que "fez os bancos lucrarem como nunca na história desse país"; e não por um Triplex e um sítio questionáveis que qualquer juiz, empresário ou banqueiro tem, no mínimo, 10. Mas se ele fosse condenado por sua relação com o sistema financeiro - o que, sem dúvida, seria justo -, com mais razão ainda Bolsonaro, o seu PSL, o PSDB, o Democratas e tantas outras quadrilhas políticas deveriam ser condenadas e presas.
Mas seu José Brasil é um tolo. Sua inteligência foi roubada voluntariamente. Sua capacidade de aprendizado é zero. Seu José ensina a família Brasil a ver a corrupção tal como ele: apenas nos políticos e no Estado, tornando invisível a elite do mercado. Inverte causa e efeito, tornando insuspeito o assalto real feito pelo sistema financeiro e o Banco Central, distorcendo sistematicamente a realidade. Pensa que os seus reais inimigos são o feminismo, os negros, os pobres, os LGBTTs, o "kit gay".
Assim, ele ajuda a estabelecer o seu próprio saque: a corrupção legalizada que condena mais da metade do orçamento público federal através da "dívida pública", que é, na verdade, uma extorsão. Qual seria o problema de seu José? Se hoje em dia metade das empresas brasileiras (sobretudo as de pequeno porte) e a maior parte da população (como o próprio seu José) está endividada até o pescoço, isso não provoca reação nem rebelião organizada de grande parte delas. Ao contrário, acreditam que a "revolução" ao contrário de Bolsonaro vai "colocar as coisas em ordem".
E de fato vai: salvará os bancos e o sistema financeiro na sua sanha insaciável e incontrolável por lucros e juros altos (os maiores do mundo). Seu José e dona Maria continuarão pagando suas "dívidas" justas, respeitando a humilhação diária que nos é imposta pelo sistema financeiro, acreditando em qualquer bode expiatório da conjuntura e, assim, comprometerão o futuro de Ritinha e Joãozinho. Seu José, mesmo que não diga, compreende que tem uma "corrupção boa" e outra "ruim". O sistema financeiro acredita que só existe um idiota bom: o que acredita nestes contos de fada!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

O "admirável Brasil novo": uma reflexão econômica sobre a nomeação dos novos presidentes dos bancos públicos

O saque dos cofres públicos começou cedo, em menos de 10 dias de governo. Paulo Guedes, o ministro "Chicago Boy" de Bolsonaro, nomeia os novos carrascos dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES), que vão tirar o mínimo do povo para dar tudo aos rentistas.
O discurso, como sempre, é o mais confuso possível. Paulo Guedes diz que a CEF foi "vítima de saques, assaltos e fraudes", exatamente o que o novo governo está se preparando para fazer. É o verdadeiro criminoso gritando "pega ladrão".
Qual a importância dos bancos públicos afinal de contas? Tal como qualquer empresa pública, serve para regulamentar o mercado, podendo evitar que ele degenere em super lucros para meia dúzia de empresas, banqueiros e acionistas.
Por exemplo, a CEF e o BB podem manter baixas as taxas de juros de cartões de créditos ou qualquer outra atividade social que seja importante (como o financiamento da casa própria). Isto obrigaria os grandes bancos, que agem como tubarões dos mega lucros e do rentismo, a baixarem suas taxas também beneficiando largas camadas populares, sobretudo os trabalhadores. Esta "intervenção na economia" poderia servir para o desenvolvimento social, o fomento do mercado interno e o aumento do bem estar do povo. O BNDES, por exemplo, é um banco público federal, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que apoia e financia a longo prazo investimentos em diversos segmentos econômicos como agricultura, indústria, infraestrutura, comércio e serviços, além de investimentos sociais nas áreas de educação, saúde, agricultura familiar e outras. Em síntese, poderia servir como base real para o desenvolvimento e incremento do mercado interno nacional. A mesma medida poderia ser adotada pela Petrobrás na produção e refino de combustíveis, o que teria um impacto positivo no valor das demais mercadorias e, consequentemente, na cesta básica.
Mas indo na contra mão disso tudo, o governo Bolsonaro quer, na verdade, alinhar a CEF, o BB e o BNDES com os interesses do sistema financeiro e dos grandes bancos, nivelando a taxa de juros por cima. Lembremos que o Brasil é o país com as maiores taxas de juros do mundo, inclusive na nefasta dívida "pública" que compromete metade do orçamento público. Segundo as palavras do novo saqueador da CEF, Pedro Guimarães, "a Caixa vai respeitar acima de tudo o mercado: lei da oferta e da demanda".
Ora, esse sofisma esconde que o mercado é controlado pelas grandes corporações internacionais, sobretudo os seus bancos. Não existe mais "livre mercado" desde fins do século XIX. Os preços são determinados pelos grandes monopólios e cartéis empresariais. No Brasil, o Estado é o seu único contraponto.
Tentando tornar popular suas medidas, Guimarães afirma que "a classe média terá juro de mercado" e, supostamente, os mais pobres não. Isso tudo é mentira, pois se de fato estivessem preocupados com os pobres, o governo interviria para baixar os juros no mercado, e não faria essa massaroca demagógica de conceitos econômicos usados para esconder suas reais intenções.
Os trabalhadores conscientes não podem por a mão no fogo pelas indicações do PT; isto é certo. Porém, sabemos que os governos Lula e Dilma mantinham uma política econômica nos bancos públicos voltada para o investimento social. O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, admite "desinvestimentos", isto é, o oposto do que vinha sendo feito. Logo, o aprofundamento do "saque, assalto e fraudes" está apenas começando, cabendo destacar a nomeação do filho do vice-presidente, general Mourão, como "assessor especial" da presidência do BB. 
Esta é uma das primeiras medidas do governo Bolsonaro que denotam claramente seu objetivo de deixar o mercado nacional totalmente dependente e subordinado ao centro do sistema, EUA e Europa, às custas do nosso futuro.
Vemos, em contraposição, uma "classe média" calada frente a casos inaceitáveis de nepotismo, de novos privilégios e com o aumento dos juros contra si própria. Eis o seu "admirável Brasil novo"!